25 de nov de 2014

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Noite de rara alegria, ver Vandin se lançar asas num pequenino infinito.

Vai, Vandin!

Sobrevoa a vida fútil que essa gente faz vingar.

Mostra tua mais meninice, tão vadia, visceral e desmedida.

Explica com algum rasante a fala lá do seu Cubas, no livro dos largos voos.

O menino é o pai do homem.

Quando ele proferiu isso, pensava em todos nós: seres de carne e sonhos;

ossos duros de almas moles – filhas da imaginação.

Imagina, Vandin!

Repagina tuas andanças, junto aos tantos voos que vês.

O menino é pai do homem! As asas são sua mãe.

Persevera, Vandin!

Assegura o que teus sonhos simplificam, sem o saber.

Que estas asas nos encantem, aqui no alto;

tanto quanto o cantar lúdico, nos mergulhos das sereias.

No mais, Vandin:

ouve o lúdico da peleja entre uma trinca de quatro,

e dá carona a meus rasos (outros) atraídos por tua trilha.

25.11.14

27 de nov de 2011

rebanhos desgarrados





ESTRÉIA


meu primeiro livro
dado à luz oficialmente
nasce como eu vivo
meio à margem meio ardente






22 de out de 2011

DA POÉTICA POETRIX

De fato, penso que a poética poetrix talvez seja a única capaz
de, on line, expressar o belo de uma obra de arte sem comprometê-la;
talvez mesmo esteja, pra a Literatura, como alternativa ao leitor que sempre
prefere a riqueza de um volume em livro.








in fact

contemplar a arte
é muito mais rico
in loco
do que um clique in log





17 de out de 2009

AMOR CONCRETO


AMOR CONCRETO
(uma fábula minimalista)


Rouca, engoliu-lhe a língua louca.

– Só mais uma como aquelas – rosnou, como a propor asas de estilo à despedida; enquanto as mãos já invadiam-lhe a cueca, apertando-lhe o pênis, os testículos..., dois dedos lendo-lhe o ânus.
. . .
Alcançada a plena satisfação física, as últimas satisfações emocionais.
Depois de anos,
em fim,
concluíam:

Nossa história de amor se edificou sobre o sexo.
Muito, muito cimento – virou puro concreto.
Amor mesmo, aquela coisa abstrata que une dois corações,
jamais houve o suficiente para evitar-se a implosão.

Não se veriam nunca mais.

__________________

18 de mai de 2009

Versos DEZ

Versos DEZ

Vou escrever por extenso

Cada valor dos meus anos

Cada nota em pesos pensos

Contados em DEZenganos

DEZencontros DEZalentos

DEZesperanças sofridas

DEZinteresses a100tes

DEZproporções investidas

Voz de Eus DEZencarnados

Em Versos DEZestrofados

29 de abr de 2009

MAREMOTO




MAREMOTO


Empurrado por um eu mais depressivo
Calo os versos que não me deixam calar
Acomodo-os num soneto dispersivo
E remeto-os cá pro fundo do meu mar

Um profundo em que os eus que me confundem
Não desistem de tentar me recompor
Recompondo-se em ondas que me iludem
E ao quebrarem-se não quebram minha dor

Chegam à praia dos meus próprios pedregulhos
E desfilam aos meus olhos de Narciso
Refletindo meu semblante – minha foto

Depois voltam-se com um aparente orgulho
Me depondo os mesmos versos imprecisos
Decompostos neste falso maremoto